terça-feira, 14 de outubro de 2014

Hoteis em Cusco e Águas Calientes

Em Cusco, fiquei hospedada no Don Bosco Cusco, na Av. Teodoro Huaylupo, 104, esquina com o Colégio Salesiano, no alto de uma ladeirinha “básica”, a 400 m da Plaza de Armas.

O hotel é simples, com decoração simples e bem colorida – típica do Peru, quartos grandes, com aquecedor, ar condicionado, TV com canais por assinatura (inclusive a Globo Internacional) e internet wifi gratuita, porém não há frigobar. O banheiro é pequeno, mas funcional, inclusive com água quente no chuveiro funcionando direitinho e aquelas amenidades (shampoo, condicionador e sabonetinho). O café da manhã é bem basiquinho e sem grandes opções (poderia ser melhor) e também não oferece serviço de quarto (tipo uma sopinha, sanduichinho, batatinha frita, etc), mas tem água, refrigerantes e gatorade para vender na recepção.

Destaque para os funcionários que foram super simpáticos e atenciosos e se esforçaram para me entender (já que não falo espanhol).

 

 

Corredor dos quartos

Recepção

Área do Café da Manhã


Como o hotel fica numa parte alta da cidade, é possível ter uma visão panorâmica de Cusco, inclusive com uma vista bem legal da Plaza de Armas.
Plaza de Armas - no alto à direita é possível ver o hotel

Vista do quarto do hotel - Plaza de Armas e Igreja Companhia de Jesus
Os pontos negativos foram: o café da manhã bem simples, os quartos ficarem no segundo e terceiro pavimento, sem elevador, o que cansa um pouco para subir as escadas (por conta da altitude), o piso ser de assoalhos de madeira que range e faz barulho (apesar de ser charmoso), o que incomoda quando os vizinhos de quarto chegam tarde ou gostam de ficar andando dentro do quarto.
A ladeira, onde o hotel está, não é muito íngreme e a distância é pequena – apenas 400 m da Plaza de Armas – mas por conta da altitude, se transforma numa “maratona”, cansa mesmo. E lembrar que quando chegar no hotel ainda tem que subir alguns lances de escada.
Uma coisa legal é que tem uma mesinha na recepção e no salão do café da manhã com chá de coca e folhas de coca para os hóspedes se servirem a vontade, a qualquer hora, sem custo. Também vi que tinha um equipamento de oxigênio na recepção, caso algum hóspede se sinta mal por conta da altitude (falo um pouquinho sobre o soroche ou mal da atitude aqui).

No geral, atendeu às minhas necessidades, já que passei o dia inteiro passeando, mas acho que um hotel localizado mais próximo à Plaza de Armas, seria mais adequado e prático.

Em Águas Calientes fiquei no hotel Inka Town, na Calle Wiñaywayna C-12 – Urb. Las Orquideas, bem ao lado da estação de trem.

O hotel também é bem simples e mais básico que o de Cusco, porém aqui a intenção era apenas pernoitar, então me preocupei apenas com a limpeza, localização (para ficar próximo ao ponto de ônibus para Machu Picchu) e segurança.

O quarto é bem pequeno e simples, porém com aquecedor, ar condicionado, tv e internet wifi gratuita, porém sem frigobar. Os quartos ficam no segundo e terceiro pavimentos e lá vamos nós novamente de escada....kkkkkk. O café da manhã era bem simples e sem muita variedade.

Um ponto muito positivo é que pode-se deixar as mochilas, sacolas, bagagens, comprinhas, na recepção, devidamente identificadas e guardadas, para subir a Machu Picchu e pegar apenas na volta. Além de poder ficar na recepção e usar o banheiro enquanto aguarda o horário do trem de volta para Cusco.

O grande inconveniente, na verdade, é ficar ao lado da estação de trem, pois o barulho dos trens chegando e saindo incomodou sim – principalmente o último trem da noite.

O que não faltam são opções de hotéis/pousadas/albergues em Cusco e Águas Calientes, para todos os gostos e bolsos.
Recepção

Área do Café da Manhã














Cheiros.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Machu Picchu: eu fui

Férias...tão sonhadas e necessárias. Tinha um saldo de férias e resolvi conhecer Machu Picchu, um lugar que tinha muita vontade de visitar, mas não tinha tido ainda a oportunidade. E ela surgiu agora...uhuhuh

Roteiro decidido, passagens compradas, pacote de passeios comprados, vacina tomada (não é obrigatória), lá fui eu.....sozinha (maridão não tinha férias e também não tinha vontade de conhecer o local).

Obs. A vacina contra febre amarela não é obrigatória para quem vai viajar para esta região do Peru (porém é recomendada). Se optar por tomar a vacina, procurar um posto de saúde que ofereça a vacina contra febre amarela (aqui em Recife, fui na Policlínica Albert Sabin, próximo ao Parque da Jaqueira), com seu cartão de vacina, onde o atendente irá registrar o nome do posto de saúde, o nome da vacina, o número do lote e validade (se não tiver um cartão de vacina, o atendente entregará um comprovante de vacinação). Não me pediram nenhum comprovante da viagem, apenas perguntaram para onde estava viajando. De posse destes dados, ir até o posto da Anvisa (aqui em Recife fica no aeroporto) para pegar o Certificado Internacional de Vacinação (imagem abaixo). Pronto....Lembrar de levar este certificado na viagem, porém ele não foi pedido durante o processo de imigração.

 

Vou contar minha aventura aos poucos, por dia, mas quero deixar algum comentários sobre a viagem:

Passei 4 dias efetivos no Peru (mais 2 dias para viagem de ida e volta....ôô lugar longe...kkk):
- um dia na cidade de Cusco
- um dia para Moray e Salineiras de Maras
- um dia pelo Vale Sagrado dos Incas
- um dia em Machu Picchu.

Foi corrido....acho que 5/6 dias são ideais para conhecer bem a região. A cidade de Cusco merece dois dias para conhecê-la com calma, visitar as igrejas e museus, e passear pelas ruas admirando a arquitetura. Já Machu Picchu pode ser conhecida com calma em 1 dia, principalmente se não for subir nenhuma montanha (existem duas montanhas dentro de Machu Picchu que possuem trilhas para chegar ao topo - Waynapicchu e Machu Picchu). Não fiz nenhuma das duas, por puro medo...kkkk...tenho medo de altura e não encarei o desafio. Se for subir uma destas montanhas, dá para fazer em um dia só, desde que durma em Águas Calientes, para chegar bem cedinho às ruínas, e pegar um dos últimos trens de volta para Cusco. Também é possível fazer um bate-volta a Machu Picchu – ir e voltar no mesmo dia - mas acho que fica cansativo, pois a viagem de trem dura 3:30 h. Conto como foi minha viagem de trem aqui.

Enfim, se tiver poucos dias, dá para aproveitar a viagem com 3 dias (sem conhecer Moray e as Salineiras de Maras); se tiver 4 dias, dá para fazer meu roteiro e sacrificar um pouco os atrativos de Cusco; se tiver 5 dias, vale a pena reservar 2 dias para Cusco; e se tiver 6 dias, além de reservar 2 dias para Cusco, reservar também 2 dias para Machu Picchu para subir as montanhas e conhecer cada cantinho das ruínas. Se tiver mais tempo disponível, então vale enfrentar o desafio e fazer uma das trilhas incas (tem de 3 e 5 dias) para chegar a Machu Picchu caminhando....(este é para os fortes e corajosos....kkk...que nada...conheci uma argentina “sedentária” que tinha feito a trilha e uma senhorinha com a filha, brasileiras, que estavam indo fazer a trilha).

Na chegada ao Peru, o processo de imigração foi super rápido, apenas perguntaram para onde estava indo, qual o motivo da minha viagem e quantos dias pretendia ficar. É necessário apresentar o passaporte (ou RG) e um documento, chamado Tarjeta Andina de Migración - TAM, que é preenchido ainda no avião, durante o voo de chegada. O canhoto deste documento fica conosco e deve ser devolvido no momento de saída do país, no controle do aeroporto. Portanto, guardá-lo em local seguro para não perdê-lo.

Após o processo de imigração, tem que pegar as malas e passar pelo controle de bagagens (que pode ou não ser abertas). Para despachar novamente as malas, para continuação da viagem, é preciso sair do aeroporto (isso mesmo, sair do prédio do aeroporto....uó), andar um pouco pela calçada e entrar novamente, apresentando passagem e passaporte. Achei bem estranho, mas explicaram que é para evitar assédio de taxistas e pessoas que ficavam oferecendo serviços aos passageiros, no saguão do aeroporto.

O aeroporto de Cusco é bem pequeno e a esteira de bagagens fica praticamente na calçada, inclusive com bastante assédio dos taxistas e pessoas oferecendo passeios, enquanto aguardamos as malas.

Como a região de Cusco vive basicamente do turismo, os turistas são muito assediados nas ruas por vendedores ambulantes que oferecem todo tipo de produtos (luvas, gorros, lembrancinhas, bonequinhas, peças em prata, etc) e serviços (passeios, guias, câmbio, etc), o que “chateia” um pouco, pois basta sentar na Plaza das Armas para apreciar a arquitetura em volta e já encosta uma pessoa para oferecer seus produtos ou serviços. E são bem insistentes, porém educados e simpáticos. Basta negar e agradecer algumas vezes (diga-se...muitas vezes)....que eles vão embora. A área em torno da Plaza das Armas é muito bem sinalizada e protegida, por vários policiais e carros de polícia, porém percebe-se que saindo um pouco deste centro histórico, as ruas ficam mais simples e mal cuidadas.
Policiamento Plaza de Armas
Área mais afastada do centro de Cusco
Andei muito a pé pelo centro histórico de Cusco, inclusive no início da noite, e não tive nenhum problema nem vi nada de diferente, passando a impressão de ser uma cidade segura e tranquila. Porém não dei bobeira.....não me afastei muito do centro histórico, nem fiquei pelas ruas até tarde da noite (até porque estava viajando sozinha, né?).

Outra coisa diferente é que os taxis não possuem taxímetro, ou seja, o valor da “corrida” é definido na hora, em negociação com o taxista. Sempre acerte o valor antes de entrar no carro, pois depois, se não combinar o preço antes, tem que pagar o que o taxista pedir. Uma dica é perguntar no seu hotel/pousada/albergue qual o valor justo a ser pago por um percurso de taxi. Fiz isto e descobri que o valor entre a Plaza de Armas e meu hotel era de 5 soles e quando o taxista me disse que o valor era este, nem negociei, aceitei tranquilamente.

E outra coisa muito importante....tirou foto com alguma senhora ou criança vestidas a caráter ou ao lado de lhamas, lembrar de pagar a “propina” que é uma gorjeta pela foto (estas pessoas vivem disto). Então ter sempre moedas no bolso (1, 2 ou 5 soles) para pagar a propina.

E por último, gostaria de registrar a simpatia e atenção dos peruanos. Todos, sem exceção, foram muito atenciosos e simpáticos, tirando dúvidas, ensinando como chegar aos locais, entendendo meu “portunhol” e se fazendo entender. Cabe também citar, o orgulho de alguns guias em contar a história do Império Inca e seus feitos.

Enfim, foi uma viagem diferente.....diferente pela cultura, pela história da civilização inca, pela falta de estrutura ao turismo (em alguns locais a estrutura é fraca ou inexistente) e pela beleza do local, principalmente de Machu Pichu.

No próximo post, vou mostrar os hotéis que fiquei em Cusco e Águas Calientes (clique aqui).

Cheiros.

domingo, 10 de agosto de 2014

Homenagem aos Pais

Pai,

é alguém para se orgulhar,

é alguém para se agradecer,

e principalmente, é alguém para se amar.

Eu e meu pai, Paulo.

FELIZ DIA DOS PAIS.

Cheiros

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Carregador Universal para Celular

Entrei numa loja chamada Multi Coisas, num Shopping aqui em Recife, que vende todo tipo de “cacareco” para facilitar sua vida doméstica, e descobri uns itens bem interessantes e úteis, entre eles uns adesivos para fixação de objetos leves na parede (leia aqui minha experiência) e um carregador universal para celular. Os produtos não são baratos, com certeza quem mora em São Paulo consegue comprar as mesmas coisas pela metade do preço – na 25 de Março – mas como aqui não tem 25 de Março e gostei dos produtos, comprei, mas não vou citar os valores...para não assustar...hehehe.

Aqui em casa são 5 celulares, 3 ipods e 2 tablets, fora as máquinas fotográficas, notebooks, ipad, e por aí vai....então imagina a quantidade de carregadores, né? Cada modelo e marca tem seu carregador próprio, não dá para usar, por exemplo, o carregador do celular do meu filho no meu celular, e até mesmo os tablets dos meninos, que são da mesma marca, apenas de modelos diferentes, tem carregadores diferentes.

Tem uma gaveta só para guardar os carregadores e quando a gente viaja, uma nécessaire apenas para levar os carregadores. Haja espaço.....

Por isso que quando vi este carregador universal achei tão interessante e útil. Testei com os celulares, ipods e tablets e funcionou direitinho. A única restrição é que não indicam carregar mais de um aparelho por vez, para não esquentar e danificar...não fiz o teste (vai que esquenta e danifica né????).
 

 

Gostaria agora de descobrir um carregador “universal universal”, que carregasse também máquina fotográfica e notebook. Querendo demais, né?????

Vale a dica.


Cheiros.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Homenagem a Ariano Suassuna

Morreu Ariano Vilar Suassuna, aos 87 anos, na cidade de Recife/PE, em decorrência de complicações após um AVC. A Caetana (como ele chamava a morte) o encontrou às 18:15 h desta quarta-feira, 23 de julho de 2014.

Considerado um dos maiores nomes da cultura nordestina, Ariano nasceu na cidade de João Pessoa (na época chamada de Nossa Senhora das Neves), no Estado da Paraíba, em 16 de junho de 1927. Aos 3 anos, seu pai (João Urbano – ex Presidente da Paraíba – cargo equivalente ao de Governador nos dias atuais) foi assassinado por questões políticas, mudando-se com a família para a cidade de Taperoá, no interior do estado. Em 1947, transferiu-se para o Recife/PE, para concluir seus estudos, vindo a formar-se em direito, profissão que exerceu por apenas 4 anos, abraçando de vez sua vocação de escritor.

Casado com Zélia desde 1957, pai de seis filhos, foi um ícone da cultura nordestina, tendo escrito inúmeros livros. Suas obras mais conhecidas foram o Auto da Compadecida, adaptada para o cinema e televisão, e a Pedra do Reino, adaptada para a televisão.
Fundou nos anos 70, o Movimento Armorial, com o objetivo de criar uma arte brasileira erudita a partir de raízes populares, através da música, dança, literatura, teatro e arquitetura.

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1989, ocupando a cadeira de número 32. Em 1993, é eleito para ocupar a cadeira de número 8 da Academia Pernambucana de Letras. Também era membro da Academia Paraibana de Letras, ocupando a cadeira de número 35. Ocupou a Secretaria Estadual de Cultura, no governo Miguel Arraes, de 1995 a 1998, e foi professor de estética da Universidade Federal de Pernambuco durante 38 anos.

Era rubro-negro de coração – torcedor do Sport Clube do Recife - de freqüentar o estádio para assistir aos jogos e era considerado “pé quente” pela torcida. Costumava usar blazer e calças pretas com camisa de linho vermelha, segundo ele, no melhor estilo “Sport Fino”, e não esporte fino.

Suas aulas-espetáculo eram simplesmente fantásticas, com muito humor e irreverência contava histórias em defesa da cultura popular junto com suas próprias histórias pessoais.

Tive a felicidade de ser vizinha, durante minha infância e adolescência, da mãe e duas irmãs de Ariano - carinhosamente chamadas de Vovó Ritinha, Mana e Mema. Pessoas doces, meigas e maravilhosas. Vovó Ritinha nunca reclamava quando a bola caía no seu quintal, pelo contrário, o portão ficava sempre aberto para que pudéssemos entrar sem nem avisar. Ariano adorava contar histórias, falava por horas, e tinha uma risada fácil e rouca. Tenho lembranças lindas de toda a família.

Tem uma frase que ele gostava de dizer: “A vida é um espetáculo belíssimo”, e a vida de Ariano Suassuna foi assim mesmo: um espetáculo belíssimo.

Nada mais justo que homenageá-lo neste momento de perda e dor.

Vá em paz....
Divulgação

Cheiros

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Parede Decorada com Pratos

Adoro arrumar minha casa, comprar itens novos para incrementar a decoração, mudar os móveis de lugar...enfim dar sempre uma carinha nova nas coisas...imaginação não falta...o que falta mesmo é dinheiro...hehehe.

Mas vamos lá....sempre curti paredes decoradas com pratos, mas como meu marido não acha muito legal, resolvi fazer uma parede de pratos na cozinha, e deu um visual bem legal nesta área que normalmente fica só na cerâmica, né? E não incomodou meu marido (ele não queria na sala), pelo contrário, depois de pronta ele achou super legal.

Não sou arquiteta nem decoradora, mas tinha alguns pratos guardados (que tinha comprado com a intenção de fazer esta parede) e ganhei outros (de pessoas que sabiam que tinha este desejo antigo), então fui colocando na parede, testando arrumações, e aí está o resultado.

Espero que tenham gostado...eu adoro minha parede de pratos :)

Abaixo, outras imagens que peguei na internet para mostrar que fica muito bonita uma parede com pratos....em diferentes estilos.
acasadafer.blogspot.com

modernaseprendadas.blogspot.com

www.mulheronline.net

www.multimulheres.com.br

Cheiros.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Adesivos Smart Fix

Descobri um adesivo bem legal (na loja Multi Coisas) para pendurar coisas leves na parede, SMART FIX, como por exemplo controle remoto, que não tem um lugar certo e é super fácil de perder. Quem já não disse ou ouviu a máxima “Onde está o controle da TV ??????”. Lá em casa é quase um mantra....de tanto que se repete...kkk

O legal deste adesivo é que ele é do estilo cola e descola – tipo velcro – que permite que o controle fique grudadinho na parede, mas quando é necessário, basta descolar e ficar com ele no sofá, na cama, em cima da mesa. E depois de usar, bastar colar de volta na parede.

Comprei para usar nos controles dos splits e achei bastante útil (antes os controles ficavam por cima das bancadas dos quartos dos meninos – e já viu né? Sumiço na certa).

Veja as fotos....que prático.

 







Cheiros.