terça-feira, 29 de setembro de 2015

VENEZA: uma geral

Tempão sem postar........mas vamos continuar nossa viagem pela Itália: iniciando com uma geral sobre Veneza.

Impossível não se apaixonar por Veneza........ah Veneza....bela Veneza...mágica Veneza......

Sentiram que me apaixonei por Veneza, né? E me apaixonei mesmo.......kkkk

Pode-se chegar a Veneza de avião, trem, navio ou carro.

Como chegamos de avião, nossa opção foi pegar o ônibus até a Piazzale Roma, e ir andando até nosso hotel que ficava a uns 500 metros da estação de trem. Bastou atravessar a Ponte della Constituzione (Ponte da Constituição) - longa e com degraus - da Piazzale Roma até a estação de trem e andar um pouquinho até nosso hotel – sem erro, super simples. Cabe salientar, que pesquisamos no google maps esse percurso (utilizando o street view) para ter certeza que era fácil e que não tinha outra ponte para atravessar (pois Veneza é um “emaranhado” de ruas/becos estreitos e muitas, muitas mesmo, pontes, o que pode ser super cansativo carregando malas).
Ônibus do aeroporto até a Piazzale Roma


Ponte della Constituzione (ao fundo a Piazzale Roma)
Andar em Veneza é muito prazeroso, e charmoso, pois em cada rua, em cada beco, você se depara com belos casarões, pontes, canais, fachadas floridas, beleza por toda parte. Se perder em Veneza, então, é uma maravilha, pois sempre termina num canal ou numa ponte. E aí basta voltar e entrar em outra rua, outro beco, atravessar outra ponte para se “achar”. Em último caso, basta procurar as placas “Per Rialto”, “Per San Marco”, “Piazzale Roma” etc, para saber se está na direção certa.


Como é proibida a circulação de carros/motos, o meio de transporte é o barco, o que torna a cidade ainda mais charmosa e diferente de tudo que a gente está acostumado (apesar do grande canal ser quase uma Avenida Caxangá – avenida “caos total” aqui em Recife...kkkk). Tudo é feito de barco: tem barco-ônibus, barco-ambulância, barco-polícia, barco-carro particular, barco-caminhão de mudança, barco-caminhão do lixo, barco-encomenda, etc....uma graça :))
Barco Ambulância

Barco Bombeiros

Barco Entrega de Encomendas

Para circular em Veneza as opções são:

- barco-taxi: disponível em vários pontos da cidade que fazem o percurso que o cliente quiser (só não sei quanto custa, mas imagino que seja caro, pois vimos alguns – não muitos - circulando e sempre com grupos).

- vaporetti: espécie de ônibus aquático com vários pontos/paradas ao longo do grande canal e também ligando Veneza às ilhas de Murano, Burano, Lido, etc (vide mapa baixo). O ticket pode ser comprado nos quiosques na entrada do ponto/parada (7 euros com duração de 60 minutos numa mesma direção, 20 euros com duração de 24 horas, 30 euros com duração de 2 dias, 40 euros com duração de 3 dias e 60 euros com duração de 7 dias) e deve ser validado nas máquinas existentes nos pontos/paradas antes de entrar no barco (se não validar e o funcionário solicitar o tiquete, paga multa). E eles conferem sim.......num trecho da viagem passou um funcionário checando os tiquetes de todos os passageiros.....então, não vale arriscar. Como são várias linhas que fazem percursos diferentes, é bom sempre conferir se está entrando no vaporetto correto e no sentido correto. Nos pontos/paradas principais – e mais movimentadas – tem entradas separadas para cada linha e também um letreiro luminoso com informações sobre linhas e horários.
Estação de Embarque do Vaporetti (em frente à estação de trem)
  


Estação de Embarque do Vaporetti (vista do grande canal)

- gôndola: tradicional barco veneziano cujo passeio de 30 minutos custa 80/90 euros (bastante utilizado por casais românticos)

- traghetto: espécie de gôndola maior que faz a simples travessia, por poucos centavos, de uma margem a outra do grande canal, onde não existem pontes (bastante utilizada pela população local).

Uma dica bem legal, que li num blog e colocamos em prática, é pegar o vaporetto nº 01 – que percorre todo o grande canal – sentar nas cadeiras externas na frente ou no fundo do barco (sentamos na parte de trás) e ir apreciando a vista.....muito interessante....fizemos isto no primeiro dia, da parada em frente à estação de trem até a parada da Piazza San Marco, e fomos admirando o movimento dos barcos pelo grande canal e os belos casarões da sua margem. Rendeu belas fotos...além de iniciarmos nossa visita à Veneza sentindo a magia do lugar.

Andamos bastante a pé, sem problema algum, inclusive nos perdemos algumas vezes, também sem problema algum. E o grande charme de Veneza é se perder mesmo, né?...apesar dos pés reclamarem no final do dia.....kkkk.




Eu simplesmente amei Veneza...espero voltar outras vezes (tô parecendo um amigo do meu pai que ama Veneza...já vai no quinto casamento e a lua de mel é sempre em Veneza...kkkkk...tudo é motivo para voltar a Veneza).

Nossa programação aconteceu assim: chegamos no final da tarde, após muitas horas de voo, então apenas deixamos as malas no hotel e demos uma volta rápida nas imediações do hotel, para reconhecimento do local, jantamos e fomos dormir. No dia seguinte, pegamos o vaporreti nº 1 para conhecer o canal grande e fomos direto para a Piazza San Marco. Lá conhecemos a Basilica, o Campanille, a Torre dell´Orologio, o Museo Correr e o Palazzo Ducale. No final da tarde fomos, de vaporetti, para Murano, e na volta descemos na Piazza San Marco e fomos andando para o hotel, com paradinha para jantar. No outro dia, pegamos o vaporetti nº 1 novamente e descemos na estação Salute para conhecer a Basilica di Santa Maria della Salute. Daí fomos andar pela cidade, passando pela Accademia, Ca´Rezzonico, Chiesa Santa Maria Gloriosa dei Frari, Ponte Rialto, ruas, becos e canais. Jantar e cama.

Nos próximos posts conto como foram esses passeios (ficaria muito cansativo num post único...kkk).

Dois dias são suficientes para conhecer o básico de Veneza, mas o ideal, na minha opinião, são três dias, pois dá para conhecer as ilhas de Murano e Burano com calma, além de dedicar maior tempo para o passeio pela cidade, suas pontes e canais. Um dia é pouco......muito pouco mesmo....vai ficar aquela sensação de “insatisfação”, de arrependimento por não ter colocado mais um dia no roteiro. Apesar de que, escutei gente dizer que um dia era mais que suficiente para Veneza.....eu discordo....mas vai de cada um, né?

Para finalizar algumas dicas:

- pesquisar a localização exata do hotel, para não ter problemas/surpresas na hora de chegar com as malas. Se tiver dúvidas como chegar ao hotel, vale a pena deixar as malas no guarda-volumes da estação de trem, procurar o hotel e depois voltar para apanhar as malas. Vai por mim...subir e descer os degraus das pontes (pois ponte aqui é de degraus) não é moleza não.

- providenciar um mapa da cidade logo que chegar (a maioria dos hoteis tem um mapa básico gratuito ou comprando por 2/3 euros em quiosques por toda a cidade) pois são muitas ruas, becos, pontes, canais, e nem sempre com identificação. O mapa ajuda na orientação dos pontos turísticos, como programar as visitas, e como voltar para o hotel :):)

- ficar hospedado em Veneza e não em Mestre. Apesar dos hoteis em Mestre serem mais baratos e mais modernos, não tem a magia de ficar num prédio secular, cercado de história.

- evitar o alto verão (julho e agosto) por conta do calor, mal cheiro das águas do canal, e principalmente a multidão que visita a cidade neste período.

- fazer o passeio no vaporetto nº 01 que circula por todo o grande canal – dá uma boa noção da cidade e também conhece os belos casarões por outra perspectiva (vistos do canal).

- reservar um tempo para simplesmente andar (e se perder) pela cidade....pode confiar, é sensacional.

- banheiro público em Veneza é pago (e bem caro....2,50 euros). Vale a pena ir ao banheiro nos museus que estiver visitando, pois já economiza uma graninha, né?

Outras fotos para ficar com gostinho de quero mais....




Espero que meu relato e dicas sejam úteis.

Cheiros.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Hoteis na Italia

As opções de hoteis na Itália é coisa de louco.....escolher um deles então......pense numa tarefa difícil...kkkk. Para me ajudar nesta escolha, recorri a amigos que tinham viajado recentemente para a Itália e pedi indicações. Terminei não ficando em nenhum dos hotéis indicados por eles, mas me ajudaram bastante na escolha da localização e estilo de hotel.

Nossas bases de hospedagem foram Veneza, Florença e Roma, então vou falar um pouquinho do local onde ficamos, os pontos positivos e negativos (já peço desculpas pois não tirei fotos dos hoteis de Veneza e Florença, apenas de Roma.....sorry....).

Todas as reservas foram feitas pelo Booking e não tivemos o menor problema: quando chegamos nossas reservas estavam em ordem e os valores pagos foram os valores acertados no site. Na Itália tem taxa de turismo e é obrigatória, então tem que pagar um valor por pessoa, por dia de hospedagem (que varia de cidade para cidade e do padrão de hospedagem). Essa informação não consta no site do Booking...então separe uma graninha para esta finalidade (por exemplo, pagamos 3,50 euros por dia por pessoa em Veneza, 3,00 euros por dia por pessoa em Florença e 3,50 euros por dia por pessoa em Roma).

Em Veneza ficamos no Hotel Guerrini, bem pertinho da estação de trem Veneza Santa Lucia, na Calle de la Procuratie, 265. O hotel é bem simples, de administração familiar, com café da manhã incluso e wifi gratuito. As instalações, apesar de simples e antigas, eram limpas e confortáveis. O quarto não era muito grande, e o recepcionista até ofereceu outro quarto no prédio da frente, mas não quisemos, pois era em outro prédio e teríamos que pedir para abrir quando chegássemos da rua e também entrar e sair para o café da manhã. Isso é bem comum em Veneza: a recepção ser num local e os quartos em outro (em prédios diferentes).

Perto do hotel tinha várias opções de restaurantes, mini supermercado, lojas de souvenirs, e o mais importante: um ponto do vaporetti (Ferrovia).

Os pontos negativos: não tem elevador, então tem que subir as escadas carregando as malas; café da manhã com poucas opções (apenas o basicão)...se bem que é uma regra geral na Itália, né?; o box do banheiro que é minúsculo...mal cabe uma pessoa dentro...se for grande e acima do peso....fica metade de fora; e o sinal da internet que era muito fraco no quarto, funcionava bem apenas na recepção.

A grande vantagem realmente é a localização.....1 km da Piazzale Roma e 500 metros da estação de trem. Super fácil de chegar, sem precisar andar muito com as malas, nem atravessar pontes/escadas. Fica num beco à esquerda na Lista di Spagna (rua que passa na frente da estação de trem). Demos uma olhadinha do Street View do Google Maps e não tivemos a menor dificuldade em achar.
Entrada do beco onde fica o hotel
Só tinha essa foto...sorry...kkk
Os preços....aí é outro departamento....kkkk....Veneza é muito cara...tudo é caro: comida, água, ir ao banheiro, ingressos, souvenirs, hospedagem.....então vale pesquisar bastante e quanto antes fizer a reserva, melhor é o preço.

Ficaria novamente neste hotel, pelo custo/benefício. Só iria procurar outra opção se a grana estiver sobrando....kkkk.

Em Florença ficamos no Hotel Benvenuti, relativamente perto da estação de trem Santa Maria Novella (2 km) e das principais atrações turísticas. O hotel funciona no segundo andar de um edifício comercial, na Via Camillo Cavour, 112, porém tem elevador (desses antigos e bem apertadinho). As instalações são simples, porém limpas, espaçosas e confortáveis. A decoração é meio brega e escura, mas nada que atrapalhe...kkkkk. O café da manhã está incluso e o wifi gratuito.

Perto do hotel tinha algumas opções de restaurantes, não muitas, e de estilo tradicional (sem muitos turistas). A rua a noite ficava esquisita, por ser pouco movimentada, mas andamos bastante a noite e não vimos nem tivemos nenhum problema. A internet funcionou bem no quarto e o café da manhã apesar de simples, teve o melhor cappuccino da viagem.

Também demos uma olhadinha do Street View do Google Maps e não tivemos a menor dificuldade em achar o hotel a partir da estação de trem.

Apesar de não ser muito perto da estação de trem – 2 km de caminhada puxando a mala é cansativo – era bem central para as principais atrações turísticas, então acho que valeu a pena sim. A região em volta da estação de trem é bem “muvucada” durante o dia, então se quiser algo mais tranquilo, tem que ser mais distante.

Ficaria novamente neste hotel, se não conseguisse algo melhor por um preço justo. Não tivemos nenhum problema aqui, mas procuraria uma opção mais charmosa....kkkk.

Já em Roma, ficamos no Residenza Rioni Guesthouse....simplesmente fantástico. Aqui recomendo de olhos fechados. O Rioni funciona no segundo andar de um edifício residencial, porém com elevador (desses antigos e bem apertadinho), na Viale Giulio Cesare, 47, a poucos passos da estação de metro Lepanto. Também é bem pertinho do Vaticano – 1,3 km – e dá para ir andando, se quiser, para muitas atrações turísticas.

Também demos uma olhadinha do Street View do Google Maps e não tivemos a menor dificuldade em achar o hotel, até mesmo porque era na saída do metro.

Funciona como um “bed & breakfast”, com decoração moderna e clean, quarto e banheiro modernos e confortáveis. O café da manhã é incluso e o wifi gratuito (sinal bom). Um casal de filipinos (funcionários) administra o local e são super simpáticos e atenciosos (principalmente a moça – Ivel). Como a recepção não funciona 24 horas, recebemos as chaves da porta de entrada do edifício e da Residenza, o que nos deu total liberdade de entrar e sair a qualquer hora. O café da manhã era entregue no quarto, com as opções e no horário combinado no check in. Essas opções e o horário poderiam ser alterados, desde que avisado na véspera. As opções eram limitadas (bebida quente, suco, fruta, cereal, leite, pão e requeijão), mas atendeu nossas necessidades.

Sem dúvida alguma, ficaria novamente aqui: pela localização, pelo conforto e pelo atendimento. Foi a melhor hospedagem desta viagem....vejam as fotos.


Fachada do prédio onde fica o Rioni




Bandeja com café da manhã
No próximo post, contarei como foi conhecer Veneza.

Cheiros.

terça-feira, 21 de julho de 2015

VIAJANDO DE TREM NA ITÁLIA

Muito interessante o sistema de transporte ferroviário na Itália...e pelo que li...na Europa como um todo. Realmente não é necessário alugar carro para conhecer a Itália...o trem atende perfeitamente as necessidades dos turistas e da população em geral (a não ser que queira fazer um roteiro mais pelo interior, para conhecer as pequenas cidades da Toscana...aí sim, o carro é essencial...diga-se de passagem que este roteiro já entrou na minha lista de “eu quero”...kkk).

Existem duas empresas de trem na Itália, a estatal Trenitalia (www.trenitalia.it) e sua concorrente, Italo (www.italotreno.it). A Italo só faz o percurso entre grandes cidades e com poucas opções de horário. A Trenitalia atende toda a Itália e foi nos trens dela que viajamos (até consultei as opções da Italo de Florença para Roma, mas só tinha duas opções diárias, no final da tarde, pelo mesmo valor da Trenitalia).

Não posso comentar/avaliar os trens da Italo, mas dava para ver que eram novos (até porque esta empresa começou a operar em abril de 2012). Ao contrário da Trenitalia, cujos trens, na sua maioria, eram velhos, porém bem conservados e limpos.




Os trens de alta velocidade são chamados de “Freece” e possuem assento marcado. Se comprar com antecedência, pela internet, fica mais barato do que comprar na hora (quanto mais cedo comprar, mais barato fica – igual passagem de avião). Porém o bilhete/passagem também pode ser comprado na hora, em máquinas espalhadas pela estação de trem ou na bilheteria.
Trem de alta velocidade tipo Freece - de Florença para Roma

Interior do trem de alta velocidade
Os trens regionais, chamados de “Regionale” (com muitas paradas no percurso) e “Veloce” (com menos paradas no percurso e, consequentemente, mais rápido) não tem assento marcado e não há variação de preço se comprando na internet ou na hora. Se decidir pela internet, este tipo de bilhete só fica disponível para compra com 7 dias de antecedência ao dia da viagem.
Trem Regionale - de Veneza para Pádua

Trem Regionale - de Lucca para Florença
O trem tinha primeiro andar e era novo

Interior do Trem Regionale - 1ª classe

Interior Trem Regionale - de Poggibonsi para Florença

Interior Trem Regionale - de Lucca para Florença
O trem tinha primeiro andar e era novo

Interior Trem Regionale - de Lucca para Florença
Fomos no primeiro andar
Nós compramos nossas passagens quando chegamos na Itália, a medida que íamos cumprindo nossa programação, nas máquinas que ficam espalhadas na estação de trem. Só precisamos ir à bilheteria para comprar o trecho Florença – Roma porque o sistema dos trens “Freece”, nos terminais, neste dia, estava fora do ar.

Aqui cabe um comentário: nas estações foi comum ver pessoas oferecendo ajuda aos turistas para utilizar a máquina para comprar passagem. Não aceite essa ajuda – pois fomos informados que muitas dessas pessoas estão ali para pedir dinheiro ou até mesmo roubar os turistas. Inclusive este aviso era dado pelo sistema de som da estação de trem e os guardas estavam sempre circulando e retirando-as da estação. Cuidado......se tiver dúvidas para utilizar as máquinas, procurar um funcionário uniformizado ou ir direto na bilheteria.






As máquinas são super simples de utilizar, podendo comprar com dinheiro (dá troco) ou cartão. Você escolhe a língua para as instruções da tela e vai seguindo o passo a passo: escolhe a origem e o destino da viagem, o dia da viagem, o horário e trem entre as opções disponíveis, classe, quantidade de passagem e forma de pagamento. Após a efetivação do pagamento, os bilhetes são impressos na hora. 
Loja de Trenitalia na estação Venezia Santa Lucia

Máquina par compra de bilhetes no saguão da estação Firenze Santa Maria Novella
As cidades estão sempre em italiano: lembrar que Veneza é Venezia, Florença é Firenze, Pádua é Padova, etc.... Algumas cidades tem mais de uma estação de trem, então atentar para este detalhe. Por exemplo: Veneza tem duas estações: a Venezia Mestre (que fica no continente, no bairro Mestre) e a Venezia Santa Lucia (que fica na ilha, no centro histórico); Florença também tem duas estações: a Firenze Santa Maria Novella (que fica no centro da cidade – perto dos principais pontos turísticos) e a Firenze Campo di Marte (que fica no subúrbio). Em Roma, a estação mais utilizada por turistas é a Termini, que inclusive faz ligação com o metro.

Os trens regionais tem opções de classe: primeira e segunda classe. Não vale a pena pagar mais caro pela primeira classe, pois os trechos são rápidos e não há “essa” diferença entre as classes. Até compramos um trecho na primeira classe para avaliarmos...mas não compensou....a única diferença era que o vagão era exclusivo para os bilhetes de primeira classe e o assento um pouco maior. Para os trens tipo “Freece” as variações de classe são maiores (consultar o site para saber mais), mas compramos a mais barata mesmo (inclusive por indicação da própria funcionária da Trenitalia) e o vagão e assento eram super confortáveis e limpos.
Interior Trem Regionale - 1ª classe

Interior Trem de alta velocidade tipo Freece - classe econômica

Um detalhe importante: os bilhetes dos trens regionais podem ser utilizados em até 60 dias após a sua aquisição. Por isso não vem a informação do dia, hora e trem impressa no bilhete (foto abaixo). Ou seja, é possível viajar em qualquer trem, em qualquer horário, dentro deste período, para o percurso comprado. Por isso não tem assento marcado, podendo inclusive viajar em pé, se o trem estiver muito cheio. Já nos trens tipo “Freece” todas as informações estão impressas no bilhete (foto abaixo), ou seja, só pode viajar no trem comprado.






Não esquecer: para os trens regionais (sem assento marcado) é necessário validar o bilhete, antes de entrar no trem, em pequenas máquinas verdes (foto ao lado) espalhadas na estação de trem. Após esta validação, deve-se utilizar o bilhete em até 6 horas. Se não validar e, durante a viagem, o fiscal passar verificando os bilhetes, paga uma multa alta. Nos trens tipo “Freece” esta validação não é necessária (pois os assentos são marcados e só pode viajar no trem comprado).









Informações úteis:
- plataforma de embarque chama-se “binario”.
Identificador da plataforma - letreiro com o número da plataforma e dados do trem

Identificador da plataforma - apenas o número da plataforma

Identificador do local onde o vagão do trem de alta velocidade tipo Freece irá parar - letreiro com o número do vagão

- no bilhete não consta o número da plataforma de embarque, tem que consultar no painel/letreiro de informações da estação de trem.

- no painel/letreiro de informações consta o destino final do trem (e seu destino pode ser no meio do percurso), portanto é importante saber qual o número do trem que irá pegar para se dirigir à plataforma correta.

- alguns trens não tem sistema de som ou painel luminoso para ir informando o nome das estações onde está parando. Ficar atento para a estação onde vai descer, pois o trem fica pouquíssimo tempo parado na estação. A dica é saber o percurso que o trem vai fazer para ir acompanhando as estações.
Letreiro no interior do trem indicando a próxima parada

Letreiro no interior do trem indicando as próximas paradas
Placa com o nome da estação de trem - onde o trem vai parando

Placa com o nome da estação de trem - onde o trem vai parando

- os trens tem maleiro em cima das cadeiras ou locais próprios para bagagem no início de alguns vagões. Como o trem fica pouco tempo parado em cada estação, deixar a bagagem em local de fácil acesso para não se atrapalhar na hora do desembarque.


A avaliação final foi super positiva. Os trens nos atenderam perfeitamente, tanto é que fizemos nossa viagem utilizando apenas os trens entre as cidades (não alugamos carro). Andamos em vários tipos de trem: simples, de primeiro andar, veloz, mais velho, mais novo....todos atenderam nossas necessidades, foram pontuais (tinha lido que os trens na Itália eram impontuais.....não tivemos este problema) e vazios (apenas o trecho entre Pádua – Florença estava cheio, mas como era com  assento marcado, não houve problema).

No próximo post, contarei (aqui) nossa experiência nos hoteis da Itália.

Cheiros.

terça-feira, 7 de julho de 2015

ITÁLIA – Viagem dos Sonhos

Férias...enfim chegou o tão esperado período do ano. E também a comemoração pelos 15 anos de casamento....uhuhuhu....Roteiro decidido, passagens compradas, hotéis reservados, lá fomos nós.......para a Itália.
Por do sol em Veneza
Vou contar nossa viagem aos poucos, por cidade, mas quero deixar alguns comentários sobre a viagem:

Passamos 12 dias efetivos na Itália:
- 02 dias em Veneza
- 05 dias em Florença (sendo 3 dias para visitar cidades próximas, no esquema bate-volta)
- 05 dias em Roma

Além destas cidades, onde ficamos hospedados, conhecemos também: Pádua, Siena, Pisa e Lucca, no esquema de bate-volta.
Florença
Na nossa programação original estava previsto conhecermos San Gimignano, mas por falha na informação que recebemos sobre o ônibus que liga a cidade de Siena à cidade de San Gimignano, fomos parar no lugar errado e não dava mais tempo de voltar. Também não conhecemos Assis, que estava no nosso planejamento, pois como a cidade fica “fora de rota”, entre Florença e Roma, gastaríamos um tempo enorme no deslocamento para passar poucas horas na cidade, além de chegar a noite em Roma (o que não queríamos por conta do deslocamento interno com malas – estação de trem + metro + caminhada até o hotel). Mas imprevistos acontecem....o importante é não perder o bom humor....de preferência com uma taça de vinho na mão....kkkk
 

Para a Itália não é necessário visto, e como fizemos conexão em Lisboa – nossa porta de entrada/saída na Europa – não houve necessidade do processo de imigração na Itália, apenas na entrada e saída em Portugal. O que achei estranhíssimo, diga-se de passagem (entramos e saímos da Itália sem mostrar o passaporte....eu hein???).

Mas vamos lá...Itália...país que é um verdadeiro museu a seu aberto....uma banho de cultura...de vinhos deliciosos......lindo. Adorei a viagem (sendo bem sincera, snif snif, não achei Roma essa “cocada” toda....apesar de ser muito bonita, mas isso fica para o post sobre Roma).

Ficou um gostinho de quero mais em Veneza, de conhecer Assis que ficou fora do roteiro, e também a vontade de fazer um roteiro de carro pela Toscana (incluindo aqui San Gimignano)...quem sabe na comemoração dos 30 anos de casamento....kkk

Os pontos negativos da viagem foram o descaso com a conservação/limpeza de muitos monumentos (principalmente praças e fontes em Roma) e a falta de folders com mapa, história, curiosidades, etc, além de placas de identificação dos locais/monumentos (como por exemplo: no panteão, coliseu, fórum romano, palatino, igrejas, etc....). Isso atrapalha a visita, pois se não tiver lido sobre o local com antecedência, fica completamente perdido, e não aprecia completamente a história e sua beleza. Talvez a crise econômica que o país enfrenta tenha contribuído para este “descaso” com questões ligadas ao turismo. Não sei.....mas fica a dica: levar um guia sobre a Itália ou, pelo menos, ler um pouco sobre as cidades e atrações.





Nós levamos o guia turístico da Folha de São Paulo (foto abaixo) que ajudou bastante – apesar de ser bem resumido – e sempre dávamos uma pesquisada na internet sobre as atrações que visitaríamos no dia seguinte.

Uma coisa importantíssima de avisar: na maioria das igrejas não é permitido entrar com roupas curtas e decotadas (vimos várias pessoas serem barradas....principalmente mulheres de shorts). Algumas igrejas fornecem um pedaço de tecido (aquele fininho...acho que se chama “tnt”) para cobrir os ombros ou pernas, mas não são todas...então vale o lembrete: nos dias de visitar igrejas, não vestir short, mini saia ou blusa muito decotada ou tipo “tomara que caia”.
Vista do Castelo de Santo Ângelo em Roma
E também um agradecimento especial para alguns blogs de viagem que ajudaram bastante na montagem do nosso roteiro, com dicas valiosíssimas, curiosidades e indicações de passeios e hotéis. Foram eles: wazariblog.com, viajenaviagem.comturistaprofissional.com, paraviagem.com.br, toindoparaaitalia.blogspot.com.br, turomaquia.com, roteirosdalu.com e dicasderoma.com.br. Valeu demais.... JJJ

No próximo post, contarei nossa experiência nos trens da Itália (leia aqui).


Cheiros.