segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Machu Picchu: eu fui

Férias...tão sonhadas e necessárias. Tinha um saldo de férias e resolvi conhecer Machu Picchu, um lugar que tinha muita vontade de visitar, mas não tinha tido ainda a oportunidade. E ela surgiu agora...uhuhuh

Roteiro decidido, passagens compradas, pacote de passeios comprados, vacina tomada (não é obrigatória), lá fui eu.....sozinha (maridão não tinha férias e também não tinha vontade de conhecer o local).

Obs. A vacina contra febre amarela não é obrigatória para quem vai viajar para esta região do Peru (porém é recomendada). Se optar por tomar a vacina, procurar um posto de saúde que ofereça a vacina contra febre amarela (aqui em Recife, fui na Policlínica Albert Sabin, próximo ao Parque da Jaqueira), com seu cartão de vacina, onde o atendente irá registrar o nome do posto de saúde, o nome da vacina, o número do lote e validade (se não tiver um cartão de vacina, o atendente entregará um comprovante de vacinação). Não me pediram nenhum comprovante da viagem, apenas perguntaram para onde estava viajando. De posse destes dados, ir até o posto da Anvisa (aqui em Recife fica no aeroporto) para pegar o Certificado Internacional de Vacinação (imagem abaixo). Pronto....Lembrar de levar este certificado na viagem, porém ele não foi pedido durante o processo de imigração.

 

Vou contar minha aventura aos poucos, por dia, mas quero deixar algum comentários sobre a viagem:

Passei 4 dias efetivos no Peru (mais 2 dias para viagem de ida e volta....ôô lugar longe...kkk):
- um dia na cidade de Cusco
- um dia para Moray e Salineiras de Maras
- um dia pelo Vale Sagrado dos Incas
- um dia em Machu Picchu.

Foi corrido....acho que 5/6 dias são ideais para conhecer bem a região. A cidade de Cusco merece dois dias para conhecê-la com calma, visitar as igrejas e museus, e passear pelas ruas admirando a arquitetura. Já Machu Picchu pode ser conhecida com calma em 1 dia, principalmente se não for subir nenhuma montanha (existem duas montanhas dentro de Machu Picchu que possuem trilhas para chegar ao topo - Waynapicchu e Machu Picchu). Não fiz nenhuma das duas, por puro medo...kkkk...tenho medo de altura e não encarei o desafio. Se for subir uma destas montanhas, dá para fazer em um dia só, desde que durma em Águas Calientes, para chegar bem cedinho às ruínas, e pegar um dos últimos trens de volta para Cusco. Também é possível fazer um bate-volta a Machu Picchu – ir e voltar no mesmo dia - mas acho que fica cansativo, pois a viagem de trem dura 3:30 h. Conto como foi minha viagem de trem aqui.

Enfim, se tiver poucos dias, dá para aproveitar a viagem com 3 dias (sem conhecer Moray e as Salineiras de Maras); se tiver 4 dias, dá para fazer meu roteiro e sacrificar um pouco os atrativos de Cusco; se tiver 5 dias, vale a pena reservar 2 dias para Cusco; e se tiver 6 dias, além de reservar 2 dias para Cusco, reservar também 2 dias para Machu Picchu para subir as montanhas e conhecer cada cantinho das ruínas. Se tiver mais tempo disponível, então vale enfrentar o desafio e fazer uma das trilhas incas (tem de 3 e 5 dias) para chegar a Machu Picchu caminhando....(este é para os fortes e corajosos....kkk...que nada...conheci uma argentina “sedentária” que tinha feito a trilha e uma senhorinha com a filha, brasileiras, que estavam indo fazer a trilha).

Na chegada ao Peru, o processo de imigração foi super rápido, apenas perguntaram para onde estava indo, qual o motivo da minha viagem e quantos dias pretendia ficar. É necessário apresentar o passaporte (ou RG) e um documento, chamado Tarjeta Andina de Migración - TAM, que é preenchido ainda no avião, durante o voo de chegada. O canhoto deste documento fica conosco e deve ser devolvido no momento de saída do país, no controle do aeroporto. Portanto, guardá-lo em local seguro para não perdê-lo.

Após o processo de imigração, tem que pegar as malas e passar pelo controle de bagagens (que pode ou não ser abertas). Para despachar novamente as malas, para continuação da viagem, é preciso sair do aeroporto (isso mesmo, sair do prédio do aeroporto....uó), andar um pouco pela calçada e entrar novamente, apresentando passagem e passaporte. Achei bem estranho, mas explicaram que é para evitar assédio de taxistas e pessoas que ficavam oferecendo serviços aos passageiros, no saguão do aeroporto.

O aeroporto de Cusco é bem pequeno e a esteira de bagagens fica praticamente na calçada, inclusive com bastante assédio dos taxistas e pessoas oferecendo passeios, enquanto aguardamos as malas.

Como a região de Cusco vive basicamente do turismo, os turistas são muito assediados nas ruas por vendedores ambulantes que oferecem todo tipo de produtos (luvas, gorros, lembrancinhas, bonequinhas, peças em prata, etc) e serviços (passeios, guias, câmbio, etc), o que “chateia” um pouco, pois basta sentar na Plaza das Armas para apreciar a arquitetura em volta e já encosta uma pessoa para oferecer seus produtos ou serviços. E são bem insistentes, porém educados e simpáticos. Basta negar e agradecer algumas vezes (diga-se...muitas vezes)....que eles vão embora. A área em torno da Plaza das Armas é muito bem sinalizada e protegida, por vários policiais e carros de polícia, porém percebe-se que saindo um pouco deste centro histórico, as ruas ficam mais simples e mal cuidadas.
Policiamento Plaza de Armas
Área mais afastada do centro de Cusco
Andei muito a pé pelo centro histórico de Cusco, inclusive no início da noite, e não tive nenhum problema nem vi nada de diferente, passando a impressão de ser uma cidade segura e tranquila. Porém não dei bobeira.....não me afastei muito do centro histórico, nem fiquei pelas ruas até tarde da noite (até porque estava viajando sozinha, né?).

Outra coisa diferente é que os taxis não possuem taxímetro, ou seja, o valor da “corrida” é definido na hora, em negociação com o taxista. Sempre acerte o valor antes de entrar no carro, pois depois, se não combinar o preço antes, tem que pagar o que o taxista pedir. Uma dica é perguntar no seu hotel/pousada/albergue qual o valor justo a ser pago por um percurso de taxi. Fiz isto e descobri que o valor entre a Plaza de Armas e meu hotel era de 5 soles e quando o taxista me disse que o valor era este, nem negociei, aceitei tranquilamente.

E outra coisa muito importante....tirou foto com alguma senhora ou criança vestidas a caráter ou ao lado de lhamas, lembrar de pagar a “propina” que é uma gorjeta pela foto (estas pessoas vivem disto). Então ter sempre moedas no bolso (1, 2 ou 5 soles) para pagar a propina.

E por último, gostaria de registrar a simpatia e atenção dos peruanos. Todos, sem exceção, foram muito atenciosos e simpáticos, tirando dúvidas, ensinando como chegar aos locais, entendendo meu “portunhol” e se fazendo entender. Cabe também citar, o orgulho de alguns guias em contar a história do Império Inca e seus feitos.

Enfim, foi uma viagem diferente.....diferente pela cultura, pela história da civilização inca, pela falta de estrutura ao turismo (em alguns locais a estrutura é fraca ou inexistente) e pela beleza do local, principalmente de Machu Pichu.

No próximo post, vou mostrar os hotéis que fiquei em Cusco e Águas Calientes (clique aqui).

Cheiros.

domingo, 10 de agosto de 2014

Homenagem aos Pais

Pai,

é alguém para se orgulhar,

é alguém para se agradecer,

e principalmente, é alguém para se amar.

Eu e meu pai, Paulo.

FELIZ DIA DOS PAIS.

Cheiros

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Carregador Universal para Celular

Entrei numa loja chamada Multi Coisas, num Shopping aqui em Recife, que vende todo tipo de “cacareco” para facilitar sua vida doméstica, e descobri uns itens bem interessantes e úteis, entre eles uns adesivos para fixação de objetos leves na parede (leia aqui minha experiência) e um carregador universal para celular. Os produtos não são baratos, com certeza quem mora em São Paulo consegue comprar as mesmas coisas pela metade do preço – na 25 de Março – mas como aqui não tem 25 de Março e gostei dos produtos, comprei, mas não vou citar os valores...para não assustar...hehehe.

Aqui em casa são 5 celulares, 3 ipods e 2 tablets, fora as máquinas fotográficas, notebooks, ipad, e por aí vai....então imagina a quantidade de carregadores, né? Cada modelo e marca tem seu carregador próprio, não dá para usar, por exemplo, o carregador do celular do meu filho no meu celular, e até mesmo os tablets dos meninos, que são da mesma marca, apenas de modelos diferentes, tem carregadores diferentes.

Tem uma gaveta só para guardar os carregadores e quando a gente viaja, uma nécessaire apenas para levar os carregadores. Haja espaço.....

Por isso que quando vi este carregador universal achei tão interessante e útil. Testei com os celulares, ipods e tablets e funcionou direitinho. A única restrição é que não indicam carregar mais de um aparelho por vez, para não esquentar e danificar...não fiz o teste (vai que esquenta e danifica né????).
 

 

Gostaria agora de descobrir um carregador “universal universal”, que carregasse também máquina fotográfica e notebook. Querendo demais, né?????

Vale a dica.


Cheiros.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Homenagem a Ariano Suassuna

Morreu Ariano Vilar Suassuna, aos 87 anos, na cidade de Recife/PE, em decorrência de complicações após um AVC. A Caetana (como ele chamava a morte) o encontrou às 18:15 h desta quarta-feira, 23 de julho de 2014.

Considerado um dos maiores nomes da cultura nordestina, Ariano nasceu na cidade de João Pessoa (na época chamada de Nossa Senhora das Neves), no Estado da Paraíba, em 16 de junho de 1927. Aos 3 anos, seu pai (João Urbano – ex Presidente da Paraíba – cargo equivalente ao de Governador nos dias atuais) foi assassinado por questões políticas, mudando-se com a família para a cidade de Taperoá, no interior do estado. Em 1947, transferiu-se para o Recife/PE, para concluir seus estudos, vindo a formar-se em direito, profissão que exerceu por apenas 4 anos, abraçando de vez sua vocação de escritor.

Casado com Zélia desde 1957, pai de seis filhos, foi um ícone da cultura nordestina, tendo escrito inúmeros livros. Suas obras mais conhecidas foram o Auto da Compadecida, adaptada para o cinema e televisão, e a Pedra do Reino, adaptada para a televisão.
Fundou nos anos 70, o Movimento Armorial, com o objetivo de criar uma arte brasileira erudita a partir de raízes populares, através da música, dança, literatura, teatro e arquitetura.

Foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1989, ocupando a cadeira de número 32. Em 1993, é eleito para ocupar a cadeira de número 8 da Academia Pernambucana de Letras. Também era membro da Academia Paraibana de Letras, ocupando a cadeira de número 35. Ocupou a Secretaria Estadual de Cultura, no governo Miguel Arraes, de 1995 a 1998, e foi professor de estética da Universidade Federal de Pernambuco durante 38 anos.

Era rubro-negro de coração – torcedor do Sport Clube do Recife - de freqüentar o estádio para assistir aos jogos e era considerado “pé quente” pela torcida. Costumava usar blazer e calças pretas com camisa de linho vermelha, segundo ele, no melhor estilo “Sport Fino”, e não esporte fino.

Suas aulas-espetáculo eram simplesmente fantásticas, com muito humor e irreverência contava histórias em defesa da cultura popular junto com suas próprias histórias pessoais.

Tive a felicidade de ser vizinha, durante minha infância e adolescência, da mãe e duas irmãs de Ariano - carinhosamente chamadas de Vovó Ritinha, Mana e Mema. Pessoas doces, meigas e maravilhosas. Vovó Ritinha nunca reclamava quando a bola caía no seu quintal, pelo contrário, o portão ficava sempre aberto para que pudéssemos entrar sem nem avisar. Ariano adorava contar histórias, falava por horas, e tinha uma risada fácil e rouca. Tenho lembranças lindas de toda a família.

Tem uma frase que ele gostava de dizer: “A vida é um espetáculo belíssimo”, e a vida de Ariano Suassuna foi assim mesmo: um espetáculo belíssimo.

Nada mais justo que homenageá-lo neste momento de perda e dor.

Vá em paz....
Divulgação

Cheiros

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Parede Decorada com Pratos

Adoro arrumar minha casa, comprar itens novos para incrementar a decoração, mudar os móveis de lugar...enfim dar sempre uma carinha nova nas coisas...imaginação não falta...o que falta mesmo é dinheiro...hehehe.

Mas vamos lá....sempre curti paredes decoradas com pratos, mas como meu marido não acha muito legal, resolvi fazer uma parede de pratos na cozinha, e deu um visual bem legal nesta área que normalmente fica só na cerâmica, né? E não incomodou meu marido (ele não queria na sala), pelo contrário, depois de pronta ele achou super legal.

Não sou arquiteta nem decoradora, mas tinha alguns pratos guardados (que tinha comprado com a intenção de fazer esta parede) e ganhei outros (de pessoas que sabiam que tinha este desejo antigo), então fui colocando na parede, testando arrumações, e aí está o resultado.

Espero que tenham gostado...eu adoro minha parede de pratos :)

Abaixo, outras imagens que peguei na internet para mostrar que fica muito bonita uma parede com pratos....em diferentes estilos.
acasadafer.blogspot.com

modernaseprendadas.blogspot.com

www.mulheronline.net

www.multimulheres.com.br

Cheiros.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Adesivos Smart Fix

Descobri um adesivo bem legal (na loja Multi Coisas) para pendurar coisas leves na parede, SMART FIX, como por exemplo controle remoto, que não tem um lugar certo e é super fácil de perder. Quem já não disse ou ouviu a máxima “Onde está o controle da TV ??????”. Lá em casa é quase um mantra....de tanto que se repete...kkk

O legal deste adesivo é que ele é do estilo cola e descola – tipo velcro – que permite que o controle fique grudadinho na parede, mas quando é necessário, basta descolar e ficar com ele no sofá, na cama, em cima da mesa. E depois de usar, bastar colar de volta na parede.

Comprei para usar nos controles dos splits e achei bastante útil (antes os controles ficavam por cima das bancadas dos quartos dos meninos – e já viu né? Sumiço na certa).

Veja as fotos....que prático.

 







Cheiros.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Planejamento - Orlando

Decidimos que faríamos a viagem a Orlando – para conhecer os parques em comemoração aos 10 anos no meu filho mais velho, Vinícius, com um ano de antecedência, então teríamos tempo de sobra para organizá-la com calma, certo?
Mais ou menos....kkkkk
Para uma viagem tão sonhada.....e cara, diga-se de passagem, planejar é sempre bom, para que tudo dê o mais certo possível.
Vou contar como foi meu planejamento...quem sabe pode ajudar alguém:
1. Pesquisar sobre o destino
Resolvi pesquisar sobre a Disney e conversar com pessoas que já foram com filhos pequenos (e aqui falo em primeira pessoa – EU, pois meu marido não se envolveu em nada, apenas na contratação do seguro cancelamento de viagem...kkkkkk. Coitado, por falta de tempo mesmo.).
A pesquisa serviu para conhecer tudo sobre os parques de Orlando, em especial os parques da Disney, e como alguns sites e blogs foram importantíssimos, não posso deixar de citá-los, pois além de serem completos e super didáticos, ainda tiraram minhas dúvidas por e-mail:
- Andreza Dica e Indica Disney (www.andrezadicaeindicadisney.com.br)
- Viajando para Orlando (www.viajandoparaorlando.com)
- Vai pra Disney (www.vaipradisney.com)
- Wazari (wazariblog.com)
- Felipe, o Pequeno Viajante (felipeopequenoviajante.blogspot.com.br)
Li de tudo: que era bom ir com filhos pequenos, que não valia a pena levar meu caçula (com 3 anos) pois não iria aproveitar, que 15 dias era muito tempo, que 15 dias era o ideal, enfim, cada um tem sua percepção e opinião.
Foram bastante úteis as informações sobre os imprevistos, o que foi bom, o que poderia ser melhor, a descrição de cada atração, fotos e relatos de viagens, além das dicas “operacionais” de como comprar ingressos, como reservar hotel pela internet, como abastecer o carro, o processo de imigração, etc.
Vale ressaltar que meu filho caçula, com 3 anos, foi o que mais aproveitou, pois entrou na magia do local, e acreditou que tudo aquilo era real. E 12 dias efetivos – com 10 dias de parques e 2 dias de compras – foram suficientes para o que tínhamos planejado.
2. Passaporte e Visto Americano
Providenciei os passaportes dos meninos e o visto americano para eles e para mim, com bastante antecedência, evitando assim qualquer imprevisto. Leia aqui, minhaexperiência em solicitar passaporte e visto americano.
3. Orçamento Básico
Relacionei todas as despesas que teríamos nesta viagem, com base no que li nos diversos blogs (que citei no item 1) para montar um orçamento básico – até mesmo para saber se teríamos recursos (leia-se: “mufunfa”, money, kkkk) para a viagem. Leia aqui quanto gastamosnesta viagem.
4. Decidir o período da viagem
Decidimos que a viagem seria em baixa estação, para aproveitar melhor os parques sem tanta gente e tantas filas. Também tinha a questão de férias escolares, para meu filho mais velho não perder duas semanas de aula durante o ano letivo. Ficamos, então, entre janeiro e fevereiro (já que julho é um mês lotado em Orlando), e decidimos por fevereiro, pelo preço das passagens aéreas – ficou mais barato. Vinícius perdeu duas semanas de aula, mas foram as duas primeiras semanas de aula do ano letivo – o que não chegou a comprometer o rendimento escolar.
5. Comprar Passagens Aéreas
Com base no período da viagem, fiz pesquisa, em diversas companhias aéreas, para verificar os melhores horários e as melhores tarifas.
A melhor opção de horário foi ir de TAM (Recife – São Paulo – Orlando) e voltar de American Airlines (Orlando – Miami – Recife). Depois fiz a pesquisa de preço na agência TAM Viagens e nos próprios sites da TAM e American Airlines, finalizando a compra no site da TAM, pois ficava mais barato (apesar do voo de volta ser AA, a compra se deu no site da própria TAM, pois são companhias parceiras).
Nossa escolha deu-se pela comodidade do voo da ida ser noturno e o maior trecho ser o final (São Paulo – Orlando). Se saíssemos de Recife, pela AA, iríamos primeiro para Miami, em voo diurno, e ficaríamos várias horas aguardando o voo até Orlando. Na volta, a escolha também foi pelo mesmo motivo, o voo seria noturno e o maior trecho seria o final (Miami – Recife). Em relação à tarifa, alteramos nossas datas em dois dias, para conseguir valores mais vantajosos.
Existiam tarifas mais baratas, indo por outras companhias aéreas, mas os tempos das conexões eram muito grandes, além de serem feitas em outros países. Achei muito complicado, principalmente com duas crianças, estreantes em voos longos.
OBS. A compra das passagens aéreas foi feita com cartão de crédito, o que nos deu direito a um seguro viagem gratuito – compatível com os seguros que orçamos com a Mondial e ISIS. Portanto fica a dica: verifiquem se o cartão de crédito tem este benefício, pois representa uma boa economia na sua viagem.
6. Montar Roteiro da Viagem
Montar o roteiro foi a parte mais difícil, pois queríamos aproveitar os parques ao máximo, porém respeitando o limite dos meninos (principalmente de Henrique que estava com 3 anos). Depois de muito pesquisar sobre os parques e suas atrações, se o parque era grande, pequeno, com muitas atrações, o tipo de atrações, etc.....e também tendo em mente que o foco da viagem seria curtir os parques e não as compras (snif, snif)....kkk, o roteiro foi montado. Leia aqui nosso roteiro.
7. Comprar Ingressos
Comparei o valor dos ingressos pelos sites da Disney, Universal, Seaworld, Legoland e Nasa, com os valores oferecidos pela agência TAM Viagens (para fazer esta comparação tem que colocar o IOF nos valores informados pelo site, pois quando a fatura do cartão de crédito chegar terá incidência deste imposto). Quando fiz esta comparação, os ingressos dos parques da Disney, Seaworld e Legoland estavam mais baratos na TAM Viagens. Já os ingressos dos parques da Universal ficaram mais em conta diretamente pela internet. Decidimos não comprar com antecedência os ingressos da Nasa, pois não tínhamos certeza se iríamos conhecer este parque – ia depender do pique/disposição dos meninos. Deixamos para comprar na hora – o valor era o mesmo da internet.
8. Alugar Carro
Alugar carro é importantíssimo, pois o transporte público não é muito prático em Orlando e como tudo é muito longe, taxi fica muito caro. Decidimos o tipo de carro (categoria Standard) e os opcionais que queríamos (seguros e GPS) e pesquisei nos sites das principais locadoras de veículos (Unidas, Hertz e Alamo), para comparar com os valores oferecidos pela agência TAM Viagens (que trabalha com a locadora Alamo). O valor da agência ficou mais barato.
9. Decidir onde ficar
A escolha do local onde ficar foi bem complicada, pois as opções são enormes e super variadas: casa, flat, hotel fora da Disney, hotel da Disney....ufa!!! Pesquisei bastante pelo booking.com e tripadvisor.com, para ler sobre as experiências de outros turistas e fotos tiradas pelos próprios hóspedes. Também me inscrevi no fórum de discussão do site www.viajandoparaorlando.com e troquei “figurinhas” com pessoas que já tinham ido para Orlando, quais as experiências boas e ruins que tiveram e quais as dicas. Nossa primeira opção seria ficar em um flat/apartamento (que tivesse cozinha para facilitar o preparo das refeições e também para ter mais espaço para os meninos), mas foi difícil conseguir disponibilidade para o período da nossa viagem. Como não queríamos arriscar qualquer flat, fomos atrás de alguns imóveis indicados, mas todos já estavam locados. Então, ficamos entre hotéis dentro ou fora do Complexo Disney. E para decidir, escolhemos, com base nas avaliações do Tripadvisor e do site Viajandoparaorlando alguns hotéis fora da Disney e fizemos as contas, levando em consideração os benefícios oferecidos nos hotéis da Disney. Nossa escolha foi puramente financeira, e decidimos pelo Rosen Inn International. Leia aqui nossaexperiência neste hotel.
10. Preparar Listas
A parte chatinha – porém importante e até divertida, se olhar com carinho – é a preparação de listinhas: listinha dos itens para colocar nas malas (quantidade de roupas, remédios, artigos de higiene, eletrônicos, carregadores, documentos, etc), listinha com a relação de presentes (para não esquecer ninguém), listinha com as encomendas que recebi de amigos e parentes, listinha das nossas compras (já que teríamos poucos dias dedicados às compras, teríamos que ser bem práticos e objetivos), listinha com o roteiro da viagem e os endereços dos parques, lojas, restaurantes, etc, e listinha com a programação diária de cada parque (quais os brinquedos queríamos ir e uma sugestão de ordem destes brinquedos).
11. Carteira de Motorista Internacional
Não é necessária a carteira de motorista internacional para alugar carro nos EUA, pois a carteira de habilitação do Brasil é válida por lá sem problema, mas resolvi tirar, assim mesmo, por precaução (meu marido já tinha a dele). O processo é simples, e pode ser feito pela internet, no site do DETRAN (pelo menos aqui em Pernambuco pode).
12. Comprar dólares
Como o dólar estava muito valorizado (e ainda está), deixamos para comprar nossos dólares mais perto da viagem, esperando por melhoras no câmbio. O que não ocorreu – comprei a R$ 2,50 (já com os impostos e taxas inclusos), uma semana antes da viagem.
12. Habilitar função internacional no Cartão de Crédito
Meu cartão de crédito, apesar de ser internacional, precisa ser habilitado para esta função (segundo o banco, por questões de segurança): o que fiz na semana da viagem (no próprio caixa eletrônico – não precisei ir na agência). Verificar se quando a função crédito é habilitada, a função débito também o é (para eventuais necessidades sempre é bom ter outras opções de pagamento).
13. Separar Documentos e montar Pastinha
Montei uma pastinha com receitas médicas, notas fiscais dos eletrônicos que estava levando (máquina fotográfica, notebook, tablets e celulares) para evitar que a alfândega os considerasse dentro da cota de compras, comprovantes das reservas e vouchers, assistência médica/seguro viagem, roteiros dos parques, além de outros documentos que julguei importante levar (certidão de casamento, certidão de nascimento dos meninos, etc). Assim, estes documentos ficaram todos juntos e arrumados - fácil e prático - caso fosse necessário consultá-los.
14. Preparar Malinha de Remédios
Como estava viajando com filhos pequenos, conversei com a pediatra deles e, uma semana antes da viagem, levei os meninos para uma avaliação e orientações para eventuais emergências. Preparei uma nécessaire com os remédios e coloquei uma cópia da prescrição médica junto para evitar problemas na imigração, além de guardar a prescrição médica original na pastinha de documentos. Para os remédios de uso contínuo do meu marido – para pressão alta – também peguei uma receita médica com a cardiologista dele. Não houve o menor questionamento sobre os remédios na imigração...não perguntaram nada. E graças a Deus, não precisamos usar nenhum remédio, salvo os de pressão do meu marido.
15. Preparar as Malas
Com base na listinha “do quê levar na mala”, arrumei as malas dois dias antes da viagem, para evitar surpresas de última hora, e preparei cartõezinhos identificadores (bandeira do Brasil com nossos nomes e endereços, devidamente plastificados), além de colocar laços coloridos para deixá-las visíveis de longe.
Levamos duas malas (uma grande e uma média) com as roupas, sapatos, artigos de higiene, remédios e uma bolsa tipo “bag” vazia (para ajudar na bagagem de volta). E mais uma bolsa grande de mão, com:
- muda de roupa para cada um de nós (vai que as malas se extraviam.....hehehehe)
- nécessaire com artigos de higiene para usar dentro do avião (pasta de dente, escova de dentes, pente, toalhinha umedecida, fralda descartável para Henrique, etc)
- remédios de uso contínuo e emergenciais (pressão alta do maridão, dor de cabeça, enjoo e febre)
- casacos e meias para a viagem
- travesseirinhos de pescoço
- travesseirinho e manta para os meninos (fiquei com medo de não ter no avião e serviria também para deixar no carro e andar no carrinho pelos parques)
- livrinhos de colorir, lápis de cor, tablets, e livros para lazer dentro do avião e durante a conexão no aeroporto de São Paulo
- barrinhas de cereal, amendoim e biscoitinhos
- pastinha com os documentos
- documentos pessoais (passaporte, RG, carteira de motorista, carteira internacional de motorista), cartão de crédito e dinheiro (Real também, pois iríamos fazer conexão em São Paulo)
- máquina fotográfica, celular, notebook, carregadores e adaptador de tomadas para o padrão americano.
Para a volta, precisamos comprar apenas uma mala média para caber todas as compras, além de usarmos a bolsa tipo “bag” que foi dobradinha dentro da mala na ida.
Depois foi só aproveitar a viagem e voltar em paz para casa.
Espero que meu relato seja útil de alguma forma.

Cheiros