terça-feira, 22 de março de 2016

Pádua: Basílica de Santo Antônio

O ponto alto da cidade é conhecer a igreja onde estão os restos mortais de Santo Antônio – santo português, nascido em Lisboa, de família nobre, em 15 de agosto de 1195, com o nome de Fernando de Bulhões. Ingressou na Ordem de Santo Agostinho no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, e posteriormente transferido para o Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra. Tornou-se franciscano, da Ordem de São Francisco de Assis, com o nome de Frei Antônio, em 1220, após contato com missionários franciscanos, e seus ideiais de simplicidade e fraternidade, que passaram pelo mosteiro a caminho de Marrocos para evangelizar os mouros. Como franciscano viajou bastante, passando por cidades da Itália e França.

Considerado um grande orador e um dos mais notáveis intelectuais de Portugal, sendo uma das figuras mais respeitadas da igreja católica do seu tempo, chegando a lecionar em universidades italianas e francesas.

Em 1230, solicitou dispensa, ao papa, das suas funções como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional para se dedicar apenas a pregação, contemplação e oração num mosteiro em Pádua, fundado por ele. Um ano depois, muito doente, com hidropisia, foi levado para o convento de Arcella, em Camposanpiero, próximo a Pádua. Porém ao perceber que estava próximo de morrer, pediu para voltar a Pádua, falecendo nos arredores da cidade, antes de chegar ao seu destino, em 13 de junho de 1231, aos 36 anos, sendo enterrado neste mesmo local, sendo seu corpo transferido, logo depois, para a pequena igreja (que foi integrada à atual basílica, durante sua construção), onde costumava rezar (e onde queria ser enterrado). Porém sua fama de santidade era tão forte que foi canonizado no ano seguinte, em 30 de maio, pelo papa Gregório IX e seus restos mortais transferidos, em 1236, para a grandiosa igreja construída para esta finalidade.

A entrada da igreja é gratuita e existem folders em vários idiomas (uhuhuh), inclusive português. O folder sugere um percurso para conhecer a basílica, e foi o que fizemos.

A igreja, conhecida como Il Santo, começou a ser construída em 1232, em formato de cruz latina, sem um estilo arquitetônico predominante, com cúpula em estilo bizantivo, onde o domo central em forma de cone se eleva acima de sete outros domos; fachada com elementos góticos e românticos; e interior com monumentos em estilo renascentista e barroco.

Ao lado da entrada da igreja fica uma grande estátua, obra de Donatello, produzida entre 1443-1452, em homenagem ao soldado mercenário Gattamelata, que prestou grandes serviços à República de Veneza.

Logo ao entrar na igreja há uma imagem de Santo Antônio, como se desse as boas vindas aos visitantes. Muito legal....todo mundo tira foto.
Depois passamos pelo túmulo do santo, que possui grandes paineis com relevos de mármore, obra de Tiziano, retratando a vida do santo. É um momento de grande respeito e emoção entre os visitantes, que rezam e tocam a arca fúnebre.


Seguindo adiante, chegamos na Cappella del Tesoro (Capela das Relíquias), onde estão guardadas relíquias do santo, como pedaços da mandíbula e antebraço esquerdo, pregas vocais e sua língua (isso mesmo, pregas vocais e língua...não sei exatamente o porquê...li algo sobre estarem preservadas quando foram transferir os restos mortais do santo para o local atual....o que teria sido considerado um milagre, pois estas partes são rapidamente decompostas, enaltecendo o dom da oratória do santo), além de pedaços da batina usada pelo santo e  outros objetos. A sala impressiona pela riqueza das diversas esculturas...aqui não economizaram no mármore.



E aqui pagarmos o mico da viagem (na verdade, eu paguei..kkkk, pois Fabio tirou várias fotos com o celular)...Não pode fotografar na igreja, mas como não vi a plaquinha, estava “virada” tirando várias fotos, inclusive procurando o melhor ângulo para a língua do santo.....quando o segurança chamou minha atenção e mandou guardar a câmera na mochila, além de ficar me vigiando o resto da visita.....kkkk. Morri de vergonha....kkkk.

Continuando...com a câmera guardada na mochila até despistar o segurança...kkk...entramos na Cappella delle Benedizioie (Capela das Bençãos) e recebemos uma benção do padre que estava de plantão. Muito simpático, perguntou de onde éramos e quando soube que era do Brasil, pediu desculpas pois não falava português. Muita emoção estar naquele lugar sagrado recebendo uma benção toda especial.

No altar-mor estão a pintura “Milagres de Santo Antônio” e estátuas de Cristo Crucificado, da Virgem Maria e santos de Pádua, todos obras de Donatello.

E por último, tem a lindíssima La Cappella del Santissimo (Capela do Santíssimo Sacramento), onde estão os túmulos de Gattamelata e seu filho, Giannantonio.

Por um portão lateral, podemos visitar também dois jardins do convento, o Chiostro della Magnolia (Claustro da Magnólia – árvore no centro do jardim) e Chiostro del Noviziato (Claustro do Noviciato – área anterior à entrada dos noviços para o convento).


Site:
Horário:
Diariamente: 6:20 às 18:45 h
Ingresso:
Gratuito

No próximo post visitaremos a Universidade de Pádua, onde Galileo dava aula.

Cheiros.

sexta-feira, 18 de março de 2016

Pádua: Cappella degli Scrovegni

No post anterior, contei nossa experiência por Pádua (leia aqui). Agora vamos à Cappella degli Scrovegni, que pela sua grandiosidade merece um post exclusivo...kkkk

A capela foi construída, em 1303, por Enrico Scrovegni, um rico banqueiro e comerciante, dedicada a Santa Maria della Caritá (Santa Maria da Caridade), ao lado do palácio da família, para servir de capela particular e mausoléu da família. Diz a lenda que Enrico Scrovegni construiu a capela com o objetivo de salvar, do inferno, a alma do pai morto, que era um terrível agiota da época.


Contratou os dois maiores artistas da época: Giovanni Pisano para esculpir estátuas de mármore para o altar (Virgem Maria com o menino Jesus entre dois anjos) e Giotto para decorar as paredes e teto, com imagens da vida de Cristo. Giotto levou apenas 2 anos para concluir a decoração, que impressiona pelas cores e detalhes.

Giotto foi um grande artista florentino (1266-1337), considerado o pai da arte ocidental, pois com sua noção espacial, naturalisto e narração dramática inovadoras, para a época, quebrou a tradição bizantina dos mil anos precedentes. Foi o primeiro mestre italiano a deixar o nome para a posteridade, sendo sua genialidade reconhecida ainda em vida.

Pouco se sabe sobre a história da capela, após sua conclusão, apenas que a falta de manutenção pelos proprietários posteriores quase levou a sua destruição, chegando uma das fachadas a ser demolida.

Em 1880, a capela foi adquirida pela cidade de Pádua e passou por um longo processo de restauração, além de adoção de medidas para conservação das pinturas existentes no local.

A visita é agendada e com número máximo de 25 visitantes. No horário marcado, o grupo entra numa sala de vidro para esfriar o corpo (para ficar na mesma temperatura da capela e não danificar as pinturas – pense numa tecnologia...kkk), enquanto assiste um vídeo com a história da capela, durante 15 minutos. Só depois é que entra propriamente na capela e fica lá dentro exatos 15 minutos para admirar tudo.
Entrada da sala de vidro para esfriar o corpo
No jardim, esperando o horário para a visita
Realmente é impressionante (uma pena não poder fotografar...e não pode mesmo). Fiquei de boca aberta com a riqueza das imagens: cores, sombras, detalhes....uma maravilha. Vale demais a visita.

E quem ainda quiser, pode visitar o Museu Cívico de Pádua e o Palazzo Zuckermann, dentro do complexo. Não visitamos...apenas a capela.

Quem quiser, pode comprar o ingresso pela internet, com antecedência, e escolher o dia e o horário, evitando a incerteza de não ter mais disponibilidade quando chegar. Demos sorte, pois deixamos para comprar na hora e conseguimos vaga para o horário de 12 h (compramos logo cedo quando chegamos em Pádua).

Site:
Horário:
Diariamente: 9 às 19 h
Ingresso:
13 euros

Prepare-se, pois no próximo post teremos a Basilica di Sant´Antonio, ponto alto da cidade.


Cheiros.

terça-feira, 15 de março de 2016

Pádua

Depois de conhecer Veneza, vamos curtir Pádua (Padova, em italiano), num pit stop no caminho para Florença.

Querendo ler os posts anteriores sobre Veneza:
- Veneza: uma geral (clique aqui)
- Como chegar a Veneza (clique aqui)
- Veneza: o que conhecer (parte1) (parte 2) (parte 3) e (parte 4)
- Veneza: Ilhas de Murano e Burano (clique aqui)

Saímos cedo de Veneza com destino à Florença, com parada em Pádua, para conhecer a cidade onde viveu e está enterrado Santo Antônio (cresci numa casa com uma imagem enorme de Santo Antônio no jardim – pois meu avó era devoto dele e também se chamava Antônio – então não poderia deixar de visitar esta cidade), e outros pontos turísticos bem interessantes.

Na estação de trem Padova, no final do corredor, quase em frente à plataforma 1, meio escondidinho, tem guarda-volumes (deposito bagagli) onde deixamos as malas. Depois passamos no balcão de informações turísticas para pegar o mapa da cidade e as orientações de como chegar na Cappella degli Scrovegni, pois queríamos comprar logo os ingressos. Se quiser comprar o Padova Card (cartão que dá descontos e vantagens em algumas atrações turísticas), aqui ele é vendido. Não compramos, então não sei dizer se vale ou não a pena.

Dá para conhecer todos os pontos turísticos a pé, porém se quiser ir mais rápido, ou caminhar for um problema, tem o bonde elétrico (chamado de TRAM) que passa na frente da estação de trem e circula por toda a cidade. O bilhete (válido por 24 horas) pode ser comprado na tabacaria na entrada na estação de trem. Fizemos tudo a pé, sem problema, pois os pontos turísticos são todos próximos. O mais distante é a praça Prato della Valle (+/- 4 km da estação de trem), mas mesmo assim, dá para ir andando.

Enfim, saímos da estação de trem e fomos direto para a Cappella degli Scrovegni (bem pertinho da estação de trem) para comprar os ingressos (conseguimos vaga para às 12 h). Como tínhamos tempo até o horário da visita, fomos conhecer a praça Prato della Valle, a Basilica di Santa Giustina (que não estava na nossa programação, mas como ficava ao lado da praça e, por fora é bem grandiosa, resolvemos entrar), e a Basilica di Sant´Antonio. Aí, já era hora de voltar para visitar a Cappella degli Scrovegni. Depois fomos andando pela cidade, apreciando a arquitetura e prédios históricos, passando pela Piazza dei Signori, pelo Palazzo della Ragione e terminando com a visita guiada na Universidade de Pádua (Palazzo del Bo). Como o Duomo (Basilica Cattedrale di Santa Maria Assunta) e o Battistero estavam fechados, não pudemos visitar...mais um motivo para voltar....kkkk

No meio da tarde, após uma gostosa pizza e um maravilhoso gelatto, pegamos o trem com destino a Florença.

Um bate-volta a partir de Veneza ou na viagem entre as cidades de Veneza e Florença é mais que suficiente para conhecer a cidade e suas atrações. Tem gente, inclusive, que fica hospedado em Pádua (por ser mais barato) e faz bate-volta para Veneza (a distância é de apenas 37 km e a viagem de trem leva 26 minutos)...aí vai de cada um, né?

Agora vamos aos detalhes de alguns locais visitados, pois farei posts exclusivos para a Cappella degli Scrovegni, Basilica di Sant´Antonio e Palazzo del Bo.

Prato della Valle
A praça, em formato elíptico, com 90.000 m2, é considerada a segunda maior praça da Europa, perdendo apenas para a Praça Vermelha em Moscou. Ao seu redor está um canal com duas fileiras de estátuas de pedra (40 no anel externo e 38 no anel interno) representando cidadãos ilustes de Pádua: artistas, doges, papas e cidadãos importantes. O nome Prato della Valle, vem de “Pratum”, que significa “campo sem pavimento ou grama utilizado para o comércio”, e “Valle”, que significa “terra baixa, terreno côncavo que permitia inundações”.

Antes era uma área pantanosa que foi revitalizada, em 1636, e transformada em teatro aberto para espetáculos públicos: com encenações de batalhas a cavalos e música (muma prévia das famosas óperas italianas). A partir de 1775, a área foi recuperada e transformada em praça, quando durante as escavações para o sistema de drenagem foram achados vestígios de uma antiga arena romana. Atualmente é uma praça muito frequentada pela população para lazer ou simplesmente descanço.


Basilica di Santa Giustina
A Basilica di Santa Giustina (Santa Justina), ao lado da praça Prato della Valle, foi construída, originalmente, no século VI, em estilo bizantino, em homenagem à Santa Justina, martirizada no ano 304, junto com outros cristãos, numa arena romana que havia no local. Ao longo dos anos passou por reformas e hoje constitui um complexo com igreja, mosteiro e biblioteca.

 
Olha o tamanho da porta principal!
A igreja não é “essa maravilha”, porém impressiona pelo tamanho. Tem formato de cruz latina com 118,5 m de comprimento por 82 m de largura, sendo uma das maiores igrejas da Itália. Conhecida pela simplicidade, sua fachada é mais interessante que o interior. Cabe destacar a pintura de Veronese, no altar mor, de 1572, “Il martirio di Santa Giustina”, que retrata o martírio da santa. Também vale a pena dar uma olhada na bela capela do Santíssimo Sacramento, com teto todo decorado e belas esculturas em mármore.

Pintura "Il Martirio di Santa Giustina", de Veronese.
Capela do Santíssimo Sacramento 
Nesta igreja estão enterrados vários santos, além de Santa Giustina, como San Prosdocimo, San Massimo, Santa Felicita, San Giuliano, além das relíquias do apóstolo San Mattia (Mateus) e do evangelista San Lucca (Lucas).
Arca com relíquias de São Lucas 
Site:
Horário:
Diariamente: 7:30 às 12 h // 15 às 20 h (verão)
                     8 às 13 h // 15 às 20 h (inverno)
Ingresso:
Gratuito

Piazza dei Signori
A praça nasceu no século XIV, com a demolição de um bairro que ficava em frente à Igreja de São Clemente, e serviu de palco para os grandes eventos cívicos da cidade. A piazza é rodeada por belas arcadas, em estilo medieval e renascentista, que abrigam pequenas lojas, cafés e bares.
No centro, em laranja, a Chiesa di San Clemente.
Os prédios ao redor que merecem destaque são o Palazzo del Capitano (residência dos governadores da época) com enorme relógio astronômico e um leão alado na fachada, a Loggia della Gran Guardia (onde funcionava o Conselho dos Nobres e hoje é um centro de convenções) e, a Chiesa di San Clemente.

Palazzo della Ragione
O Palazzo della Ragione (Palácio da Razão), também conhecido como Il Salone, foi construído em 1218 para sediar o Tribunal de Justiça e a Câmara do Conselho de Pádua, num formato de um casco de navio virado de cabeça para baixo. Por fora aparente ser um prédio de dois andares, mas trata-se de um grande salão retangular com 81 m de comprimento, 27 m de largura e 27 m de altura, sem divisórias internas. O teto é constituído por uma imensa abóbado de madeira em formado de carena de navio (parte do casco do navio de fica submersa). Os afrescos originais, atribuídos a Giotto, foram destruídos por um incêndio em 1420, tendo sido o salão redecorado entre 1420 a 1425 com afrescos de Nicola Miretto com o tema “astrologia” (são 333 paineis, ilustrando os meses do ano, com deuses, signos do zodíaco e atividades de cada estação).




O salão impressiona pelo tamanho e também pela forma que o teto foi construído, sem divisão ou pilar, sendo, inclusive, considerado o maior salão pêncil do mundo. Neste salão existe um enorme cavalo de madeira, cópia de 1466 do monumento renascentista a Gattamelata (soldado mercenário que prestou importante serviço à República de Veneza), de Donatello.


Da sacada é possível ter uma vista completa das Piazza delle Erbe e Piazza della Frutta, já que o prédio fica exatamente entre elas. Nestas praças funcionavam, e ainda hoje funcionam, respectivamente feiras de frutas, verduras e flores, e feira de roupas (é isso mesmo....na praça Erbe, futas; e na praça Frutta, roupas....kkkk).

Vista da Piazza delle Erbe - das frutas.
No térreo funciona um mercado de alimentos, lojas, cafés e restaurantes. 



Na bilheteria do palazzo tem uma folha (xérox – bem artesanal), em italiano ou inglês, contando a história do local. Folder que é bom, nada....kkk

Horário:
Terça a Domingo: 9 às 18:30 h
Ingresso:
4 euros

Duomo e Batistério
O Duomo, Basilica Cattedrale di Santa Maria Assunta, foi construído em 1552, no mesmo local onde existiu uma igreja ergida em 313 e posteriormente, após um terremoto, reconstruída  no século XII. No século XVI, começou a ser reformada, por ser considerada muito modesta quando comparada com as duas outras basilicas da cidade, de Santo Antônio e de Santa Giustina, sendo parte do projeto de autoria de Michelangelo.


Ao lado da igreja, há um Battistero, datado do século XII, com domo e interior maravilhoso, totalmente decorado com afrescos de Giusto de´Menebuot, com episódios bíblicos: criação do mundo, os milagres de Cristo, sua crucificação e ressureição.

Não visitamos o local pois estava fechado – só abriria no final da tarde. Uma pena.

Horário:
Diariamente: 10 às 18 h (porém tinha um aviso na porta dizendo que o horário era a partir das 16 h)
Ingresso:
3 euros (duomo) e 2,50 euros (batistério) – não tenho certeza desses valores, apenas que a entrada é paga

Espero que ainda tenham fôlego, pois no próximo post iremos conhecer a maravilhosa Cappella degli Scrovegni.


Cheiros

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Veneza: Ilhas de Murano e Burano

Murano na verdade é um arquipélago formado por 7 ilhas (duas delas artificiais) ligadas por pontes, a aproximadamente 1 km de Veneza. Algumas linhas do vaporetto ligam Veneza a Murano (consultar mapa aqui), como estávamos na Piazza San Marco, pegamos a linha 7 da estação San Marco S. Zaccaria até a estação Navagerro em Murano (que faz o percurso mais rápido).

A ilha é famosa pelas obras em vidro, a partir de 1291, quando os artesões e suas fornalhas tiveram que sair de Veneza, pelo risco de incêndio e dos efeitos desagradáveis da fumaça. É possível visitar algumas fábricas e observar como as peças são produzidas. Também tem o Museo del Vetro, recentemente reformado, que conta a história da arte em vidro, através da exposição de inúmeras peças e vitrais, com ingresso a 10 euros. 










Como só chegamos na ilha no finalzinho da tarde (após visitar o complexo da Piazza San Marco), o museu estava perto de fechar e achamos melhor não entrar, pois teríamos pouco tempo para visitá-lo, então ficamos apenas passeando pelas ruas da ilha e curtindo o local.

Site:
museovetro.visitmuve.it
Horário:
Diariamente: 10 às 18 h
Ingresso:
10 euros

Outras atrações locais são a Chiese dei Santi Maria e Donato, conhecida pelos seus mosaicos bizantinos do século XII, a Chiesa di San Pietro Martire e o Palazzo da Mula, além de várias esculturas em vidro espalhadas pela cidade.


Ilha Burano
Burano, distante cerca de 7 km de Veneza, é um conjunto de pequenas ilhas, também ligadas por pontes. A beleza de Burano está nas casas coloridas que margeam os canais e nas diveras barraas que vendem rendas e tecidos tradicionais.

Para chegar em Burano, pegar a linha 12 do vaporetto, na estação Fondamente Nove, até Burano, ou a linha 14, na estação San Marco S. Zaccaria, até a estação Punta Sabbioni, em Lido, e de lá a linha 12 ou N para Burano.

Não houve tempo para conhecer Burano, pois a troca de vaporetto e a distância não permitiria combinar com Murano, então tivemos que escolher uma delas e Murano era mais perto...olha aí outro motivo para voltar a Veneza...kkkk.

Nosso próximo destino foi Pádua (leia aqui). Uma cidade encantadora e com muita história, nem sempre valorizada pelos turistas.


Cheiros

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Feliz 2016

Um Novo Ano se aproxima, e com ele novos desejos, novos objetivos, novos desafios, novas esperanças....

Que Deus traga muita luz e alegria para nossos corações.

Que 2016 seja repleto de coisas boas e realizações....e que, acima de tudo, seja repleto de esperança de tempos melhores, onde o ódio, a violência, a doença, o descaso, a intolerância, e a maldade não tenham vez nem voz.

Feliz Ano Novo.

Cheiros.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Veneza: o que conhecer (parte 4)

No segundo dia em Veneza, conhecemos algumas igrejas e andamos bastante pela cidade admirando suas belezas e peculiaridades...um local mágico.

Basilica di Santa Maria della Salute
A grandiosa Basilica di Santa Maria della Salute (Santa Maria da Saúde ou da Salvação), em estilo barroco, na entrada do Canal Grande, na margem contrária a Piazza San Marco, foi construída, pelos venezianos, em homenagem à Virgem Maria, em agradecimento pelo fim da peste de 1630, sendo inaugurada em 1687. Falam que para suportar a construção foram necessárias 1 milhão de estacas de madeira. Se é verdade não sei, mas que é impressionante, ah...isso é..., é possível avistar a igreja de longe.


Sua fachada, em mármore, bastante trabalhada, apresenta um grandioso portal de entrada com quatro grandes colunas coríntias, além de esculturas de quatro evangelistas (Marcos, Lucas, João e Mateus). No topo está uma grande imagem de Maria contemplando Veneza. O interior, mais simples, decepcionante até (se comparado com a grandiosidade externa), em formato octogonal é rodeado por seis capelas menores e possui uma grande cúpula circular, com várias janelas que iluminam bem a igreja, além de esculturas de profetas. O altar, com várias esculturas, e uma escultura central da Virgem e o Menino, representam a proteção de Veneza contra a peste.


Altar
Nave Central
Detalhe Cúpula da Nava Central
Detalhe Escultura do Profeta Jeremias na Cúpula
A entrada é gratuita, porém para conhecer a sacristia, onde o teto possui pinturas de Tiziano, paga-se uma taxa (3 euros).

Horário:
Diariamente: 9 às 12 h // 15 às 17:30 h
Ingresso:
Gratuito (3 euros para entrar na sacristia)

Quando saímos da basilica começou a chover forte, então ficamos esperando a chuva passar numa rua coberta ao lado da basílica, logo depois de uma ponte, onde fica a Abadia de São Gregório – local para esposições e eventos. Para nossa surpresa, estava acontecendo uma exposição, com 104 obras, de um brasileiro....nordestino....de Nossa Senhora da Glória, Sergipe, Cícero Alves dos Santos (conhecido como Véio)......fcamos tão orgulhosos que entramos e visitamos a exposição...kkkk....até vídeo em português contando a história do artesão, nós assistimos. Muito interessante o trabalho dele.., simples, porém marcante.

Igreja Santa Maria Gloriosa dei Frari
A Chiesa Santa Maria Gloriosa dei Frari, em homenagem à Assunção de Maria, em ladrilhos no estilo gótico italiano, construída no século XV, substituiu uma igreja anterior construída pelos frades franciscanos entre 1250 e 1338, daí o nome “dei frari” que vem de “dei fratti” (frades, irmãos). Apesar da fachada simples, o interior é enorme e possui muitas obras de Tiziano e Bellini, uma escultura de Donatello e túmulos grandiosos. O campanário desta igreja possui 83 m de altura, ficando atrás apenas do Campanário da Basilica di San Marco.


Merecem destaque os túmulos de Canova (escultor e arquiteto italiano - apenas o coração dele está sepultado aqui – o túmulo que tem formato de pirâmide foi projetado pelos seus alunos, similar a um projeto seu em homenagem a Tiziano, que não chegou a construir), de Tiziano (importante pintor italiano do século VX que morreu em 1476), do doge Francesco Foscari (importante doge com longo e difícil reinado – 34 anos – que morreu em 1457), e do doge Giovanni Pesaro; o Coro dei Frati (Coro dos Monges), de 1468, que consiste em três fileiras com 124 cadeiras entalhadas com santos e cenas da vida em Veneza; a Tribuna, que separa a nave central do altar principal, com esculturas em mármore, de Pietro Lombardo e Bartolomei Bon; escultura de São João Batista, numa das capelas lateriais, de Donatello; a pintura Assunção da Virgem, de 1518, no altar-mor, de Tiziano; e a pintura Madona com Menino, de Bellini, de 1488, que está na sacristia.
Túmulo Canova
Túmulo Tiziano
Túmulo doge Francesco Foscari
Tribuna que separa a nave central do altar
Escultura de São João Batista (no centro) de Donatello.
Pintura Madona com Menino de Bellini.
A igreja (que tem folder com mapa...uhuhuhuh) realmente impressiona, principalmente por conta dos grandiosos túmulos, que foram construídos no capricho (mármore aqui não foi economizado...kkkk) e para mostrar a importância das pessoas que estavam enterradas. As pinturas também são muito bonitas, principalmente a Assunção da Virgem, de Tiziano, que fica no altar principal. Destaque mesmo para a tribuna, antes do altar principal, toda esculpida em mármore, com riqueza de detalhes impressionantes.
Altar

Detalhe Pintura Assunção da Virgem de Tiziano

Site:
basilicadeifrari.it
Horário:
Segunda a Sábado: 9 às 18 h
Domingo: 13 às 18 h
Ingresso:
3 euros

Ca´Rezzonico
O Palazzo Ca´Rezzonico onde funciona o Museo del Settecento Veneziano - museu da Veneza do século XVIII – começou a ser construído em 1649, pela família Bon, porém por falta de recursos foi vendido, ainda inacabado, em 1751, para a rica família Rezzonico, que inaugurou a obra em 1758, em comemoração pela nomeação de Carlo Rezzonico, Bispo de Pádua, como Papa Clemente XIII. Em 1888, é vendido para o poeta inglês Robert Browning, que aqui morou e morreu, sendo comprado Conde Lionello von Hieschel de Minerbi que terminou por vendê-lo à cidade de Veneza, em 1935.

Sua fachada principal é totalmente voltada para o canal grande, refletindo a nobreza e riqueza da família proprietária, e possui três andares em mármore com muitas colunas e grandes janelas. Realmente é um prédio muito bonito.

O museu, aberto em 1936, abriga obras/móveis/vidros venezianos do século XVIII, trazidos de outros museus cívicos espalhados pela cidade, distribuídos em salas ricamente decoradas com lustres, móveis entalhados e afrescos, sendo considerado um dos melhores museus de Veneza.

O ingresso custa 10 euros, mas infelizmente não pudemos conhecer, pois estava fechado (era terça-feira)....olha aí mais um motivo para voltar.....kkkk

Site:
carezzonico.visitmuve.it
Horário:
Fechado nas terças-feiras.
Abril a Outubro: 10 às 18 h
Novembro a Março: 10 às 17 h
Ingresso:
10 euros

Accademia
A Galleria dell´Accademia é um museu e galeria de arte, que abriga a maior coleção de pinturas venezianas do mundo a partir do século XIV, passando pela era bizantina, pelo renascimento e pelo barroco, com obras de Bellini, Carpaccio, Giorgione, Veronese, Tintoretto, Tiziano, Giambattista Tiepolo, Canaletto, Guardi, Bellotto e Longhi.

Escolhemos não entrar na Accademia para aproveitar um tempo maior passeando pela cidade, então não posso avaliar sua estrutura, mas imagino que deve ser muito interessante apreciar quadros de Bellini, Veronese, Tintoretto e Ticiano.

O ingresso custa 15 euros e é possível comprar o bilhete com reserva de dia e horário pela internet, com antecedência, mas acho que não é necessário, pois não tinha nenhuma fila quando passamos em frente e também consultei o site, quando escrevi este post, e tinha vaga para todos os horários no dia seguinte. Não sei se na alta estação tem fila.

Site:
www.gallerieaccademia.org
Horário:
Segunda-feira: 8:15 às 14 h
Terça à Domingo: 8:15 às 19:15 h
Ingresso:
15 euros

Ponte Rialto
A Ponte di Rialto, marca o centro da cidade, e foi construída entre 1588 e 1591, após a queda da estrutura antiga, em madeira. Construída em pedra, com 48 m de comprimento, era a única forma de cruzar o Canal Grande até 1854, quando foi construída a Ponte dell´Accademia. De cada lado da escadaria existem pequenas lojas de comércio.

A ponte estava em reforma, então as fotos ficaram comprometidas, pois metade dela estava escondida pela proteção da obra. É ponto certo para fotos e apreciar a ampla visão do Canal Grande.

Subindo a ponte
Vista do Canal Grande a partir da ponte
No próximo, e último post de Veneza (snif...snif) vou contar como foi visitar Murano. (Veneza – Ilhas de Murano e Burano).

Cheiros